{"id":14,"date":"2025-04-28T17:10:07","date_gmt":"2025-04-28T20:10:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/amor-ao-vinho\/?p=14"},"modified":"2025-04-30T12:39:34","modified_gmt":"2025-04-30T15:39:34","slug":"historia-do-vinho-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gtechvirtual.com\/preview\/amor-ao-vinho\/historia-do-vinho-no-brasil\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Vinho no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>1532:<\/strong>&nbsp;A esquadra de Martin Afonso de Souza, aporta no litoral brasileiro trazendo as primeiras mudas de videiras europeias, chamadas Vitis vinifera. A capitania de S\u00e3o Vicente, no sudeste do pa\u00eds, recebe as primeiras mudas de videira que, por condi\u00e7\u00f5es impr\u00f3prias de clima e solo, n\u00e3o se desenvolvem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1551:<\/strong>&nbsp;Br\u00e1s Cubas insiste e planta mudas de videira no Planalto Atl\u00e2ntico. Ele chega a produzir o primeiro vinho em solo brasileiro. Mas a atividade n\u00e3o prospera.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1626:<\/strong>&nbsp;Os jesu\u00edtas plantam videiras no Rio Grande do Sul, na regi\u00e3o de Miss\u00f5es. O in\u00edcio da atividade em solo ga\u00facho \u00e9 creditada ao Padre Roque Gonzalez de Santa Cruz. Com a ajuda dos ind\u00edgenas, ele elabora vinhos para a celebra\u00e7\u00e3o de missas. Est\u00e1 plantada a semente da vitivinicultura ga\u00facha e consequentemente brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1640:<\/strong>&nbsp;A 1\u00aa Ata da C\u00e2mara de S\u00e3o Paulo registra a primeira degusta\u00e7\u00e3o orientada no Brasil. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 melhorar os vinhos produzidos no sudeste brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1789:<\/strong>&nbsp;Atenta \u00e0 multiplica\u00e7\u00e3o dos vinhedos, a corte portuguesa pro\u00edbe o cultivo da uva e a comercializa\u00e7\u00e3o do vinho na col\u00f4nia, como forma de proteger a sua pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1808:<\/strong>&nbsp;A transfer\u00eancia da Fam\u00edlia Real Portuguesa para o Brasil marca uma etapa importante no desenvolvimento da vitivinicultura nacional. Cai a proibi\u00e7\u00e3o para o cultivo da videira e produ\u00e7\u00e3o de vinhos. E cresce o h\u00e1bito de acompanhar refei\u00e7\u00f5es com os vinhos brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1824:<\/strong>&nbsp;A chegada dos imigrantes alem\u00e3es aumenta ainda mais o interesse pelo vinho. Come\u00e7a a ganhar corpo, neste per\u00edodo, a vitivinicultura na Serra Ga\u00facha.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1840:<\/strong>&nbsp;S\u00e3o introduzidas no Rio Grande do Sul as variedades americanas&nbsp;<em>Vitis labrusca<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>Vitis bourquina<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1860:<\/strong>&nbsp;A uva Isabel conquista os agricultores ga\u00fachos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1875:<\/strong>&nbsp;Chegam os italianos. Com conhecimentos sobre a t\u00e9cnica na produ\u00e7\u00e3o de vinhos e o h\u00e1bito de consumo regular, eles desenvolvem a vitivinicultura na regi\u00e3o sul e atribuem um importante car\u00e1ter econ\u00f4mico \u00e0 atividade na col\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1881:<\/strong>&nbsp;Ano que registra a elabora\u00e7\u00e3o de 500 mil litros de vinho na cidade de Garibaldi, no Vale dos Vinhedos, Rio Grande do Sul. O registro est\u00e1 em relat\u00f3rio elaborado pelo c\u00f4nsul italiano Enrico Perrod, que esteve na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1928:<\/strong>&nbsp;Oswaldo Aranha articula a cria\u00e7\u00e3o do Sindicato do Vinho, na tentativa de colocar um pouco de ordem no setor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1929:<\/strong>&nbsp;Nasce o associativismo no Rio Grande do Sul. A partir deste ano, 26 cooperativas s\u00e3o fundadas no pa\u00eds, algumas em atividade at\u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1951:<\/strong>&nbsp;Chega a vin\u00edcola francesa Georges Albert ao Brasil e na esteira dela, nos anos 1970, outras empresas estrangeiras, que desenvolvem a cultura das uvas vin\u00edferas no Brasil e melhoram as t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o do vinho.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1970:<\/strong>&nbsp;Foi a virada rumo \u00e0 qualidade com a chegada da M\u00f6et &amp; Chandon, Martini &amp; Rossi, Maison Forestier, Heublein e Almad\u00e9n. Impulsionou-se a produ\u00e7\u00e3o de uvas no Vale do S\u00e3o Francisco, semi\u00e1rido brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1980:<\/strong>&nbsp;D\u00e9cada em que imperam os vinhos franceses caros de alta qualidade para a classe mais alta. Mas os vinhos de garraf\u00e3o como Sangue de Boi, s\u00e3o os mais consumidos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1988:<\/strong>&nbsp;Surgem as marcas de vinhos nacionais com nomes franceses, como Forestier, Ch\u00e2teau Duvalier e Lacave. O Marcus James da Vin\u00edcola Aurora ganha prefer\u00eancia na classe m\u00e9dia, e tem \u00f3timas vendas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1990:<\/strong>&nbsp;A abertura econ\u00f4mica brasileiras estimula os pequenos produtores ga\u00fachos a melhorar a qualidade do vinho brasileiro. Nascem as pequenas vin\u00edcolas, que d\u00e3o grande impulso \u00e0 atividade no Brasil. Com as importa\u00e7\u00f5es os vinhos estrangeiros come\u00e7am a chegar ao pa\u00eds como o Liebfraumilch da garrafa azul.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1998:<\/strong>&nbsp;\u00c9 fundado o instituto brasileiro do vinho, IBRAVIN (Instituto Brasileiro do Vinho).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2000:<\/strong>&nbsp;Come\u00e7am a chegar ao mercado os primeiros espumantes brasileiros produzidos na Serra Ga\u00facha. A bebida espumante viria a se tornar o vinho emblem\u00e1tico da regi\u00e3o. Tem in\u00edcio a produ\u00e7\u00e3o dos vinhos de altitude na serra de Santa Catarina. Importantes vin\u00edcolas nacionais e estrangeiras instalam-se no Vale do S\u00e3o Francisco e d\u00e3o um impulso na produ\u00e7\u00e3o de vinhos finos na regi\u00e3o. A partir desta d\u00e9cada ganha for\u00e7a a produ\u00e7\u00e3o de vinhos na Campanha Ga\u00facha.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2001:<\/strong>&nbsp;Come\u00e7am os plantios de videiras&nbsp;<em>Vitis vinifera<\/em>&nbsp;no sul de Minas Gerais. Nasce a t\u00e9cnica da dupla poda, que permitir\u00e1 o desenvolvimento da vitivinicultura em regi\u00f5es como o cerrado goiano, a regi\u00e3o serrana do Esp\u00edrito Santo e a Chapada Diamantina entre outras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2002:<\/strong>&nbsp;Nasce a primeira indica\u00e7\u00e3o de proced\u00eancia brasileira, a do Vale dos Vinhedos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2012:<\/strong>&nbsp;Nasce a Denomina\u00e7\u00e3o de Origem Vale dos Vinhedos. Come\u00e7a a busca por outras D.O.s no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2013:<\/strong>&nbsp;Ampliam-se as premia\u00e7\u00f5es e notoriedade do vinho nacional no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2016:<\/strong>&nbsp;As vin\u00edcolas brasileiras s\u00e3o enquadradas no Simples Nacional. O Brasil pela primeira vez recebe o Congresso da OIV (Organiza\u00e7\u00e3o Internacional da Vinha e do Vinho).<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Anu\u00e1rio de Vinhos do Brasil <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1532:&nbsp;A esquadra de Martin Afonso de Souza, aporta no litoral brasileiro trazendo as primeiras mudas de videiras europeias, chamadas Vitis vinifera. 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